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Foto: Freepik -Jcomp

Carta enviada pela Federação Down pede que pessoas com T21 também entrem no grupo prioritário de vacinação da Covid-19

No dia 1º de dezembro, a Federação Brasileira da Associações de Síndrome de Down (FBASD) enviou ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, um ofício requerendo que as pessoas com síndrome de Down façam parte do grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI) com a Covid-19, assim como acontece nas outras campanhas nacionais de imunização. Na carta, o presidente da Federação Down, Antonio Carlos Sestaro, fez o pedido citando estudos nacionais e internacionais, como foi destacado no trecho a seguir:

“(…) Considere a pessoa com síndrome de Down nos grupos prioritários de vacinação por se tratar de pessoas vulneráveis à doença causada pela Covid19, conforme estudos nacionais e internacionais mencionados nos documentos anexos, os quais justificam do ponto de vista epidemiológico, tal priorização. Trazemos como referência à V. Exa. a informação de que o Ministério da Saúde da Espanha, atendendo solicitação da Down Espanha, assentiu quanto à inclusão das pessoas com síndrome de Down nos grupos prioritários dados os seus riscos.”

As pessoas com síndrome de Down apresentam condições de saúde distintas, mas o que pode agravar o quadro nesses pacientes em caso de contágio são as comorbidades que podem estar associadas à Síndrome, como esclareceu a médica geneticista e coordenadora clínica do Centro de Genética Médica do IFF/Fiocruz, Dafne Horovitz, ao responder questões sobre o tema. No ofício enviado pela Federação, Sestaro invocou ainda o disposto no artigo 9° da Lei Brasileira de Inclusão (Lei n° 13.146, de 2015) que garante atendimento prioritário às pessoas com deficiência, reforçando a justa a reivindicação de proteção da saúde de pessoas mais vulneráveis. A FBASD colocou-se à disposição para outros esclarecimentos e apresentação de documentos técnico-científicos.

No site da Federação foi lançado, ainda no período de quarentena, uma aba de perguntas e respostas com informações sobre a doença e a Trissomia do 21. Entre as questões respondidas se destacada a forma como a doença pode se comportar em cada indivíduo, como é o por exemplo em crianças, em que os fatores anatômicos característicos da Trissomia 21, como vias aéreas mais estreitas e o menor tônus da musculatura (hipotonia) principalmente quando associados à outras condições preexistentes, podem potencializar riscos em quadros respiratórios.

Entre as condições de saúde preexistentes que estão relacionadas com maior risco para gravidade da Covid-19, o texto publicado Pela Federação destaca: as cardiopatias com repercussão (insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, cianose ou hipoxemia); as doenças pulmonares, sobretudo se graves ou sem controle adequado (broncodisplasia, asma, malformações); as disfunções imunológicas; o diabetes e a obesidade. Abaixo, baixe o ofício enviado pela Federação.

OFICIO 010-2020_MS-T21