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Na última terça-feira (14), foi o Dia Internacional de Luta pela Educação Inclusiva, e a nossa celebração vem em forma de homenagem e reconhecimento ao trabalho da Débora Seabra, 38 anos, que é referência no assunto inclusão e a primeira professora com síndrome de Down (Trissomia 21) em toda a América Latina.

Débora desde a infância sempre mostrou interesse pela área de educação, isso numa época que o assunto diversidade não tinha espaço, era pouco falado. Durante toda a sua vida estudou em escolas regulares, terminou o ensino básico e seguiu sua formação. O primeiro passo para a realização de seu grande sonho veio com o magistério, na época ela estudou em uma escola estadual. Com o apoio de sua família, ela enfrentou preconceitos vindo de colegas, e conseguiu alcançar o seu diploma.

Hoje, ela atua como professora auxiliar de desenvolvimento na educação infantil de uma escola de Natal – RN. É autora do livro ‘Débora conta histórias’, um título de fábulas sobre inclusão. E ainda, é vice-diretora da regional do Nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, cargo que a fez viajar muito pelo País e até para o exterior. Entre os seus grandes feitos, ela já ministrou uma palestra na sede da Organização das Nações Unidas – ONU, em Nova York, num evento que celebrou o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Livro escrito pela professora Débora Seabra, que reúne fábulas sobre deficiências e diferenças. (Foto divulgação)

A professora também foi homenageada, em dezembro de 2019, pelo projeto ‘Donas da Rua’, da Maurício de Sousa Produções, a fim de enaltecer mulheres revolucionárias do Brasil e do mundo. A história de Débora é uma verdadeira aula, fundamental para pensarmos no direito à inclusão, a autonomia da pessoa com deficiência e no quanto a nossa sociedade é diversa.